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domingo, 4 de janeiro de 2009

Cheiro de Nozes, Nós e Responda Quem Puder.

Dezembro é um mês mágico. Por mais tentador que seja comentar o espírito natalino vou me poupar de repetir alguma coisa que li numa coluna do O Globo.
O mês doze tem cheiro diferente que provoca alguma reação química que te faz acordar.
CA-RA-LHO já é dia vinte e três! e põe exclamação nisso. Só percebo o fim do ano no momento em que ouço os coquinhos batendo no vidro, aí só dá tempo de planejar alguma coisa pro ano novo comprar um lacto purga e falar:
- Posso comer o bolo hoje mãe?
E ouvir:
- Não!
Aí está a mágica. Dezembro é melhor que Vick, melhor que viagra, melhor que canja pra gripado, dezembro levanta!
Limpo os armários, mesmo assim falta coragem e sobram algumas coisas que parecem ter sido compradas nos anos oitenta, leio trezentas páginas em três dias por puro narcisismo - eu li mais um livro esse ano - como se fosse mudar minha vida e depois de comer muito no natal, vou pra algum lugar, qualquer lugar.
Os últimos dias são como se minha vida fosse acabar, eu tento conhecer gente, convencer gente, conquistar gente tudo enfiando sorrisos grandes na cara. Até consigo.Mas a vida não acaba.
Janeiro é primo feio, se expreme entre feriados e carnaval, o calendário é cruel com ele.
Mas foi dia dois de janeiro que às Cinco horas na avenida central peguei meu luminoso punhal para matar e matei Dois mil e oito, ano que mereceu morrer.
O ano que desafiou o tempo, quanto mesmo demorou de janeiro à dezembro?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A importância de ser Igor e de ser Pablo.

Digo logo que usei no título como critério a ordem alfabética, deixando assim bem claro que nenhum pra mim é mais importante.
Quando se ama muito uma pessoa, a pessoa pode desfigurar-se até ficar bonita aos olhos do amante, assim explico que não sei explicar se eles são mesmos bonitos ou se os amo demais. Não cabendo aqui, onde deveria caber, uma descrição física dos dois.
Pretendia continuar descrevendo o humor de cada um, mas acabei parando ao concluir que são ambos instáveis demais pra isso, fica nesse parágrafo então só que são pacientes e risonhos.
Me encarreguei de fazer dessa frase a que determinaria os dois, então por obrigação mas feliz, escrevo que são parte de um passado muito bonito, que seus fígados são muito bons - por aguentar tanto álcool sem dar sinal de cansaço - e que liderariam um ranking de "boa-gentisse" se eu resolvesse fazer um.
São flamenguistas, somem de vez em quando e sofrem de dificuldades com limites, defeitos todos esses suportáveis diante do meu amor, incondicional, e imensurável, só palavra difícil pra eu explicar quanto eu os estimo.
Ótimo pai e ótimo historiador, isso é só o começo. Pessoas incríveis merecem e quase sempre tomam pra si vidas incríveis.

Para alguém de nome fictício impronunciável.

Me encontrei em meio as suas bugingangas mais cedo. Sem rosto, apenas um pedaço meu, uma referência ao que eu costumava ser na sua vida. Não esperava encontrar mais, não esperava encontrar nada, era pura falta do que fazer, vagava, não procurava. Surpreendente não foi me achar e sim a falta que me fez a amiga, que nunca tive. Se tive não era tão incrível como a que fantasiei, vai ver não ocupei espaço suficiente para assim ser. O vai-e-vem da vida, os carros acelerados, a sua cidade e a minha brigando, falsos motivos, motivos reais, nem me lembro o que exatamente nos separou. Acabo por perceber que nunca estivemos de verdade juntas em nada, éramos só fragmentos, coadjuvantes em cenas feias, mal ensaiadas, e de falas chulas. Lembro muito bem como você falava de todas as pessoas com quem se desentendia, e como apontava em você mesma razões pro acontecido, as vezes grandes, as vezes tão pequenas que eram quase insignificantes, imagino você falando daquele jeito só que pondo predicados em mim, sou a sujeita agora. Adorei sempre o jeito como você vomitava as palavras, e o adorei ainda hoje, quando lembrei de você. Não espero reatar relação, já que comecei a construir uma certeza de que ela sequer existiu, nem espero que você algum dia ao cruzar na rua comigo, mostre um largo sorriso.Continuo vagando, esses sentimentos apenas deixo , à deriva, como tantos outros, de tantas outras por-uns-momentos-melhores-amigas que tive saudades, e no meu alto mar de sensações, deixei-as

Incompleta e infantil. Até diamantes começam como carvão.

Depois de ensaiar arduamente como seria ser pra sempre auto-suficiente, desisti.
Luta para perder não foi, nem projeto para abandonar, era só idéia. Por isso abortá-la não cria nenhuma situação absurda e sequer me tira algum pedaço, já que deixei pra trás pretenções e não realizações, estou só não sendo o que nunca fui.
Pode soar extremamente covarde mas devia soar só carente, carente no sentido mais piegas mesmo. Cá estou: boba, esperançosa, positivista, todas essas características que pessoas próximas adoram elogiar. Mais uma vez, talvez a última, talvez só mais uma entre as vezes, eu estou querendo me completar com gente, no singular ou no plural, tanto faz.
Outra vez estou em promoção, mas aviso logo, que alguém pode pagar por uma Laríssa e levar duas, que brigam!

PS. Dessa vez cravo na pele, pra não esquecer que a tendência é sempre melhorar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Eterno Amor - Sobre descobrir que ser triste é não ser tricolor.


Não sair correndo depois de um dia de trabalho na chuva, não pegar um trem e um metrô, não chegar ensopada no Maracanã pra ver Conca. Não sei imaginar minha vida assim.
Que time eu era antes? Nem lembro, juro que nasci tricolor.
Meu discurso futebolístico era recheado de frases como: mas eu prefiro o Fluminense, só vou com a a camisa porque mamãe é tricolor, só estou empolgada porque é Fla xFlu.
O centenário, então, foi a minha deixa:
- Mãe, se você me der essa camisa laranja, eu viro tricolor.
- Não Laríssa, você é tricolor, vai mudar, não vai precisar disso.
Mães sempre estão certas e ela, é claro, não fugiu à regra.
Sempre que entrava no meu quarto falava:
- Tá vendo? até seu quarto é tricolor! Essa tua blusa é grená, não é vermelho, é grená!
Time é que nem varinha no Harry Potter, você não escolhe ele, ele te escolhe.
E o Fluzão me escolheu, antes da Libertadores ainda bem, fui feliz da primeira a última gota, sim até a última, porque aquele 3X1 foi sem troféu, mas com honra.
Depois sofri, sofri, sofri, até ficar com dó de mim e foi então que percebi que eu já era digna da camisa que vestia. E vesti, várias vezes, até ver meu time perder no maracanã eu vi.
Mas ahhh esse sábado, com gostinho especial, eu abusei do pó de arroz pra assistir aos 3 gols que fizeram meu dia.E assim tem sido, altos e baixos, com meu time.
Antes maracanã era opção, agora é obrigação, antes jogo era de vez em quando, agora é toda semana, antes time era resposta de caderno de perguntas, agora é religião, antes gol era ponto, agora pode ser a redenção.
Sou Fluminense quando o time vai mal, sou fluminense quando o time vai bem, afinal eu acredito de coração que tempos melhores virão. Fluzão desde sempre me "Vacina" com a sua disciplina, o Fluminense me domina.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nós parecíamos gigantes


A sua cidade me chamava como se houvesse um imã e eu, eu achando ser o pólo negativo.
Não tendo certeza se o sou, ou se naquela hora o era, eu fui, não por você, mas pelo magnetismo que não me deixou recuar.
Longe o suficiente me mantive precavida, e consegui evitar o pior- que aqui se confunde com o melhor já que somos juntos imprevisíveis demais pra eu concluir essa frase com certeza.
Eu voltei à minha cidade por barcas que não me deixaram escapar de pensamentos menos pessimistas que o normal, a ponte também não deixaria, o eixo rio-niterói é feito pra pensar.
Estrangeiro na minha terra, invadiu outra vez um lugar quase íntimo pra dizer palavras soltas que não precisavam se ligar, era uma massa de bolo sem dar liga que pronta ficaria deliciosa, vindas de você as coisas fazem um sentido monstruoso de um jeito nonsense. Parece contradição, e é, me contradigo, porque fazendo sentido estaria descombinando com o que somos.
Somos dois, mais que casais que se juntam e fazem um, somos soltos, somamos.
Atritamos, sólido com sólido, a gente não se dilui, no máximo colidimos.
Opostos se atraindo de uma cidade à outra.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Mi casa, su casa?

Me foge o que indicavam os ponteiros quando me perdi. Entrei na Rua de Santana por curiosidade, andei pensando em como carioca é burro, em que cores usar para reformar cada canto da rua antiga, e quando vi já estava na praça da cruz vermelha me encantando com o bairro já desencantado. Deu vontade de comprar cada um daqueles sobrados, e montar bares boêmios feito aqueles daquelas ruas da praça XV pra fazer o centro ser mais "Europa". Deu mais vontade ainda quando vi aquela rua, uma ladeira idêntica às de Madri, só que com construções degradadas e com marcas das chuvas de anos após anos. Isso levaria tanto tampo, tanto tempo, que é melhor morar nas originais lá em Madri, prefiro pensar assim, como se fosse tudo perto, a Espanha logo ali.
Não entendo porque eu preciso tentar ter uma alma normal ou nobre, eu nasci com uma nômade, é bem melhor.
Estagnar que nem a minha cidade, eu não quero.