O despertador.
A sala, o barulho daqueles ventiladores modernos de teto, que quase não fazem barulho.
O banho, uma tentativa vã de relaxar dessa tensão sem propósito, depois as roupas, as moedas caindo na carteira, as chaves virando o trinco da porta.
Um Incubus contradizendo no ouvido, os dentes trincados de raiva e alguma disposição.Uns ônibus barulhentos e os smacks dos beijos nas bochechas.
A barca,A baía que é sem h porque não é aquela de todos os santos.
A outra cidade, aquela que eu adoro, o sotaque igual, a mesma baía, e um ar totalmente diferente, não sei se aquele 1º a menos é o motivo, mas se não é, interfere.O tic tac, tic tac da São João que me lembra dessas coisas que só Niterói tem.Outro trinco.
O mesmo trinco na saída.
Tic tac, tic tac, o tintilar dos copos, os degraus, o tintilar de copos, as bolas de sinuca colidindo, os tacos encostando o chão, tic tac, tic tac, os olhares, o tintilar dos copos, você, tic tac, as bolas de sinuca caindo nos seus lugares, uma sucessão de fatos que parecia premeditada, os mal entendidos, os olhares desviados, o tintilar dos copos,tic tac, você, o seu pulso, o meu pulso, acelerados, num ritmo ensaiado, um tic tac frenético, a sua pulsação, acelerada, a minha pulsação,a sua, a minha, você, eu, essas coisas que só tem por aqui.
A volta pra casa, a água da baía fazendo algum barulho quando encontra Niterói,deve ser um de felicidade, A são João.
E tic tac, tic tac, tic tac
sábado, 1 de março de 2008
O Dia.
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