Não, eu não presciso de consolos.
Eu arquitetei um plano maquiavélico pra não sofrer, eu sofri por antecipação, um consórcio da dor, e eu estou prestes a me sortear.
Não, não é muito sentimentalismo, e eu juro, e eu não ando ouvindo aquelas baboseiras sentimentais, é que o carnaval me permitiu essa fantasia de que eu posso fazer da vida o que eu quiser.E agora, eu quero um monte de coisas e não tenho feito nada, será ele, serei eu, será ninguém afinal, o culpado?
Tô tentando me decifrar agora porque eu tentei decifrá-lo e tropecei no meio do caminho, não sei se foram amigos espancantes ou falta de disposição, talvez foram até aquelas feridas mal curadas que de vez em quando doem depois de anos. Eu tropecei e fui ao chão, com uma força catastrófica pra levantar e medo nenhum pra dar uma banda pra ele cair, mas eu acho que não é preciso, só presciso ficar longe dele, evitar as coisas que ele põe no meio do caminho, é que eu acabo não enxergando e nenhuma onomatopéia exprime a queda.
Não, eu não quero que você me ouça, não diga que você está aqui pro que der e vier, eu tô me sorteando, porque depois disso, não tenho mais chance nenhuma de me sortearem.
Sabe, eu sei o que me espera, não quero ser pega de surpresa.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Tropeços
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