Hoje seu sorriso era o mesmo, exatamente o mesmo de quando ele tinha oito anos e desfilava pelo Santa Mônica. Sim Ricardo desfila, não anda, desfila. Sempre desfilou desde que eu me entendo por gente e passei a entendê-lo como gente também. Eu desenhava nos meus cadernos repetidamente corações com Laríssa Duarte Saldanha Reis escrito dentro e esperava a hora do recreio pra te encontrar. Ninguém devia explicar como é amor, a gente sabe! Desde sempre!
Eu o vi naquele banco de ônibus onde eu já devo ter sentado, numa avenida na qual a gente já passou muito e teve um gosto de nostalgia tão bom que eu quase me esqueci do que estava fazendo ali, quando ele me perguntou, juro que não sabia bem o que responder.
O xará de papai estava ali com seus mesmos olhos puxados, meu primeiro amor, meu amigo, preferido de mamãe, meu ex namorado, meu querido com a voz que eu nunca vou confundir, me lembrando que o passado passou, o futuro começou e sendo um presente no meu dia.
Peço desde agora a licença de sua namorada e do meu. Eu já fui o suficiente dele pra essa vida e pra outra. Hoje eu o amo como criancinha inocente que não espera nada em troca.

5 comentários:
Eu amava passarinhos sem esperar nada em troca, minha possessividade manifestou-se em bom som desde quando eu era feto.
Mas acho t�o bonito n�o guardar m�goas de pessoas que fizeram parte importante de nossas vidas (n�o que voc� tenha motivos).
� preciso ser muito nobre pra nutrir por algu�m um sentimento t�o doce, e puro.
Beeijos!
engraçado,escrevi sobre o amor no meu blog,vim comentar no seu e v está falando sobre amor...
o amor esta no ar!!!!
vamos amar!
;*
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